A construção civil avança rumo a uma grande transformação: produzir em escala com maior integração entre etapas, combinando tecnologia, planejamento e fabricação industrial.
Tal mudança abre espaço para um novo modelo de organização: o desenvolvimento e a aplicação de plataformas de produto na construção, capazes de gerar previsibilidade, qualidade e velocidade, sem abrir mão da diversidade e da inovação.
É com base em tais princípios que a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), lançou a primeira parte do Guia de Desenvolvimento e Adoção de Plataformas de Produto na Construção.
O material faz parte do Projeto Construção 2030, uma iniciativa estratégica que busca modernizar a construção civil no Brasil por meio da adoção de novas tecnologias, industrialização e inovação na cadeia produtiva.
O Guia busca traduzir essa visão em um caminho prático e compartilhado. A travessia para o novo modelo não depende apenas de tecnologias ou métodos produtivos: requer um novo modo de pensar, cooperar e estruturar decisões. É nesse contexto que o Guia se coloca como referência prática para orientar organizações públicas e privadas que desejam transformar visão em ação.
O que são Plataformas de Produto?
As plataformas de produto são sistemas que permitem a padronização, modularização e integração de componentes e processos construtivos. Essa abordagem possibilita maior eficiência, redução de custos e melhoria na qualidade das construções, garantindo previsibilidade e produtividade no setor.
A metodologia das plataformas de produto segue um modelo que combina:
– Núcleo estável de baixa variabilidade: componentes essenciais padronizados para garantir consistência e eficiência;
– Componentes periféricos de alta variabilidade: elementos customizáveis que permitem a adaptação às necessidades específicas dos projetos;
– Interface padronizada: conexão entre os diferentes módulos, garantindo interoperabilidade e inovação contínua.
O uso dessas plataformas já é uma realidade em setores como a indústria automotiva e a manufatura, e agora a construção civil começa a adotar essa abordagem para aumentar sua competitividade.
Benefícios e desafios
O guia apresenta uma análise detalhada sobre as vantagens da adoção de plataformas abertas de produto, tais como:
– Aumento da produtividade: redução de retrabalho e maior previsibilidade nos projetos;
– Redução de custos: otimização da produção e economia de escala;
– Sustentabilidade: menor desperdício de materiais e aproveitamento de recursos;
– Interoperabilidade: facilitação da integração de diferentes sistemas e fornecedores.
Apesar dos benefícios, a transição para esse modelo também enfrenta desafios, como a necessidade de mudança cultural no setor, a fragmentação da cadeia produtiva e o alto investimento inicial para adoção de novas tecnologias.
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Fonte: CBIC