Foram revelados durante o ENIC 2026 (Encontro Internacional da Indústria da Construção), em São Paulo, os vencedores do Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade 2026, com foco em soluções voltadas à produtividade, sustentabilidade, industrialização e desempenho das edificações.
Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Prêmio teve nove finalistas, divididos entre as categorias Pesquisa Acadêmica e Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (subdividida em Prova de conceito/Protótipo e Mercado). Nesta edição, a premiação recebeu 95 projetos inscritos de todas as regiões do País.
A comissão julgadora da etapa final contou com a participação dos seguintes especialistas:
- Carlos Alberto Andrade Bomfim, gerente de Negócios II do Instituto de Construção Civil;
- Caroline Abreu, Head de Inovação, Qualidade e Meio Ambiente na MPD Engenharia e membro do hub Cubo Construliving;
- Cezar Valmor Mortari, diretor técnico da IronBuild;
- Claudio Mitidieri, pesquisador sênior da Unidade Habitação e Edificações do Laboratório de Tecnologia e Desempenho de Sistemas Construtivos do IPT e membro do Conselho do NICC (Núcleo Industrialização na Construção Civil);
- Dyanna Karla Pinheiro de Lima, especialista de Desenvolvimento Industrial do SENAI;
- Lilian Sarrouf, coordenadora técnica do COMASP (Comitê de Meio Ambiente, Segurança e Produtividade) do Sinduscon-SP
- Ricardo Michelon, vice-presidente de Política de Relações Trabalhistas da CBIC.
“A formatação do prêmio, a composição da comissão julgadora na fase final e a qualidade das apresentações dos representantes de cada iniciativa foram de altíssimo nível”, afirma Mitidieri. “Os projetos demonstraram um grande esforço em evidenciar a importância das iniciativas em prol da industrialização da construção. É algo absolutamente alinhado ao trabalho que estamos desenvolvendo no âmbito do NICC“, conclui o pesquisador do IPT.
Além da avaliação da comissão julgadora, o público presente no ENIC também pôde participar da escolha de um dos vencedores por meio de votação popular realizada pelo aplicativo do evento. Confira, a seguir, os três primeiros colocados em cada categoria.
CATEGORIA PESQUISA DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO
Subcategoria: Prova de conceito/Protótipo

O primeiro colocado foi o Brasil ao Cubo S.A. O projeto apresentado foi o sistema Tetris, uma plataforma construtiva para obras verticais baseada em padronização, repetibilidade e lógica industrial. A proposta transforma a construção em um produto com chassi estrutural único e módulos combináveis, permitindo diferentes tipologias residenciais, comerciais, corporativas e hospitalares a partir de uma base comum. Em estágio de desenvolvimento tecnológico, o sistema busca reduzir variabilidade, aumentar previsibilidade de custos e transferir a eficiência produtiva para o fabricante, aproximando o setor de modelos industriais mais maduros.
CATEGORIA PESQUISA DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO
Subcategoria: Mercado

O primeiro colocado foi a Kata Machines & Systems. O projeto propõe uma solução nacional para industrializar a produção de habitações de interesse social por meio de microfábricas automatizadas. A tecnologia combina construção offsite, sistemas em Light Steel Frame, engenharia orientada à fabricação e modelos de negócio como venda de fábricas turnkey e arrendamento de capacidade produtiva. A proposta promete reduzir barreiras de entrada para construtoras e incorporadoras, permitindo produção em escala com mais previsibilidade, qualidade e produtividade, sem exigir altos investimentos iniciais em infraestrutura industrial.
CATEGORIA PESQUISA ACADÊMICA

A primeira colocada foi Bruna Liliane Brenner. O projeto desenvolve um modelo para criação de plataformas modulares de produto aplicadas à construção industrializada. A proposta ajuda empresas a identificar módulos, combinar soluções técnicas e adotar estratégias de plataforma sem reduzir a variedade percebida pelo cliente. Validado em pesquisa aplicada e em ambiente empresarial, o modelo demonstrou potencial para reduzir significativamente o esforço de engenharia em projetos residenciais offsite. A inovação favorece o reúso de componentes, a melhoria contínua e a transição para processos mais produtivos, escaláveis e padronizados.